Levantamento é do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania.
Números são referentes ao período de 1º de janeiro a 21 de maio.
Maioria dos homicídios registrados no RN ocorreu
em Natal (Foto: Kléber Teixeira/Inter TV Cabugi )
em Natal (Foto: Kléber Teixeira/Inter TV Cabugi )
Ainda de acordo com o levantamento, Natal é o município com a maior incidência de homicídios, com 228 vítimas – o que representa 33,5% ou pouco mais de ⅓ do total de pessoas assassinadas em todo o estado este ano. Depois vem Mossoró, na região Oeste, com 67 casos de homicídio. Em seguida aparecem Parnamirim, com 61 pessoas assassinadas, São Gonçalo do Amarante, com 32 mortos, e Macaíba, com 28 homicídios, todos municípios da região metropolitana da capital.
Com relação à etnia, com 240 casos registrados os pardos são maioria. Negros somam 207 casos, seguido de brancos, com 195 vítimas. Em 35 casos não foi possível identificar a cor da pele em razão de só terem sido encontradas as ossadas ou os corpos das vítimas terem chegado ao Itep já em avançado estado de decomposição.
Os dados também mostram que 449 das vítimas tinham idade acima de 21 anos. Crianças, adolescentes e jovens até 21 anos somam 186 dos casos de homicídios registrados no período. Por fim, entre os instrumentos causadores das mortes, as armas de fogo aparecem no topo do ranking das estatísticas, com 579 casos nos quais as vítimas foram mortas a tiros. As armas brancas vêm em segundo, com 52 casos. Em meio a este total, há 16 casos em que as vítimas foram mortas por espancamento.
'Estado vulnerável'
O presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos e Cidadania (Cedhuci), Marcos Dionísio, atribuiu o aumento do número de casos de homicídio à falta de políticas públicas em todas as áreas. “Infelizmente, o Rio Grande do Norte vem tendo uma falência múltipla de todas as políticas no campo da educação, saúde, esporte, social e, claro, na área da segurança pública. Tudo isso cria condições para o crescimento da violência”, analisa.
Marcos Dionísio cita ainda o sucateamento das polícias como incentivador do aumento da violência. “O Rio Grande do Norte teve um sucateamento dos órgãos de repressão da violência. As investigações não andam, não há viaturas, a falta de condições desestimula os policiais. Com certeza tudo isso deixa o nosso estado mais vulnerável”.
O G1 tentou contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Estadual da Segurança Pública e da Defesa Social, mas as ligações não foram atendidas.
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